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(Cesgranrio) Uma curva é tal que a tangente em cada um de seus pontos é perpendicular à reta que liga o ponto à origem. A curva satisfaz, então, a equação diferencial:
(A) y' = -x / y (B) y' = x / y (C) y' = y / x (D) y' = -y / x (E) y' = 1 / y


Solução: Uma curva com tal característica é uma circunferência de raio r com centro na origem (0 ; 0 ). A equação da circunferência de raio r com centro na origem é x2 + y2 = r2. É facil verificar isto usando o Teorema de Pitágoras no triângulo retângulo de hipotenusa r e catetos (x - 0) e (y - 0)).

Gráfico da circunferência de equação: x² + y² = 9 .

Como a derivada de uma curva num determinado ponto é o coeficiente angular da reta tangente neste ponto, vamos calcular a derivada y' = dy/dx por diferenciação implícita.

Então, ficamos com d(x2)/dx + d(y2)/dx = d(r2)/dx.

Usando a regra da cadeia e outras propriedades da derivada, segue que, 2x + 2y(dy/dx) = 0.

Assim, 2y(dy/dx) = -2x. Daí, vem que, dy/dx = -2x / 2y = -x / y.

Logo, a equação diferencial é y' = -x / y e (A) é a opção correta.


(Cesgranrio) A área máxima que pode ter um retângulo inscrito em um semicírculo de raio 1, como o da figura ao lado é: Retângulo ABCD inscrito na metade do círculo de raio r = 1.
(A) 1/2 (B) 2/3 (C) 1 (D) 3/2 (E) 2


Solução: Seja O o centro do círculo de raio 1. Como o retângulo ABCD está inscrito no semicírculo deste círculo, então os segmentos AO = DO = 1 , pois o raio r = 1. Segue que o triângulo DAOD é isósceles, então os ângulos ÐDAO e ÐADO são iguais. Como os segmentos AD e BC são paralelos, vem que , ÐDAO = ÐADO = ÐBOA = ÐCOD e BO = OC .

Chamemos de x o ângulo agudo ÐCOD .

Assim, no triângulo retângulo DCOD teremos: sen x = DC / r = DC e cos x = OC / r = OC. Calculando a área A do retãngulo, de base BC = 2 cos x e altura DC = sen x, em função de x teremos A(x) = 2(cos x)(sen x) . A(x) será máximo quando a derivada A'(x) = dA / dx = 0.

Calculando a derivada encontramos: A'(x) = (2cos x)(cos x) + (-2sen x)(sen x) = 2cos² x - 2sen² x = 2(cos² - sen² x) = 2cos 2x. Fazendo 2cos 2x = 0, encontramos cos 2x = 0.

Como cos p / 2 = 0, temos a equação trigonométrica cos 2x = cos p / 2 , cuja solução é 2x = ± p / 2 + 2Kp, onde K é um número inteiro, implicando em x = ± p / 4 + Kp.

Como sen x , 2cos 2x e A(x) são valores positivos, segue que o valor de x que torna A(x) máximo é x = p / 4.

Logo, a área máxima é A(p / 4) = 2cos(p / 4).sen(p / 4) = 2(2 / 4) = 4 / 4 = 1. A opção (C) é a correta.



Um gerador de corrente contínua (uma bateria por exemplo) tem uma força eletromotriz de E volts e uma resistência elétrica interna de r ohms. E e r são constantes.
Se R ohms é a resistência elétrica externa, então o valor da resistência total do circuito é (r + R) ohms. Pela Lei de Ohm a corrente elétrica é E / (r + R) àmperes.
Se P watts é a potência elétrica consumida por R, então, P = (E2R) / (r + R)2. Qual é a resistência externa R que consumirá o máximo de potência P?

Solução: P e R são valores positivos e P depende de R (P está em função de R). Observe que a medida que R se aproxima de zero ou se aproxima de um valor infinitamente grande, P diminui. Então existe um valor de R que torna P máximo. Teremos uma máxima transferência de energia, ou seja, consumo máximo de potência P quando a derivada de P, com respeito a R, for igual a zero.

casamento de impedância

Assim, para que haja a máxima transferência de energia (P máximo) é necessário que a resistência externa R tenha o mesmo valor da resistência interna r do gerador. Este resultado é usualmente denominado de Teorema da máxima transferência de potência, ou, princípio de casamento de impedância.


A função de produção de certa mercadoria é dada por: f(x,y) = x + (5/2)y - (1/8)x2 - (1/4)y2 - 9/8. As quantidades dos fatores de produção são dadas por 100x e 100y, cujos preços unitários são, respectivamente, 4 dólares e 8 dólares. A quantidade produzida é 100z, com preço de 16 dólares. Determine o lucro total máximo.

Solução: Temos uma função produção de duas variáveis. Se os fatores de produção são dados por x e y e z dá o montante da produção, então z = f(x,y) = x + (5/2)y - (1/8)x2 - (1/4)y2 - 9/8.

Seja P o lucro, e como o lucro é obtido subtraindo o custo da renda total, temos P = cz - (ax + by) onde z = f(x,y), a, b, c são preços unitários.
Então P = 16(100z) - 400 - 800y = 1600 [ x + (5/2)y - (1/8)x2 - (1/4)y2 - (9/8)] - 400x - 800y , onde x e y estão no intervalo ]0,+¥[ . Logo, calculando as derivadas parciais de P (com respeito as variáveis x e y):

P/x = 1600 [1 + 0 - (2/8)x - 0 - 0] - 400 - 0 = 1600 - 400x - 400 = 1200 - 400x ,

P/y = 1600 [0 + (5/2) - 0 - (2/4)y - 0] - 0 -800 = 4000 - 800y - 800 = 3200 - 800y .

Temos também: 2P/x2 = 0 - 400 = -400 ,

2P/y2 = 0 - 800 = -800 ,

2P/yx = (1200 - 400x)/y = 0.

Igualando as derivadas parciais a zero, temos o sistema: 200 - 400x = 0 e 3200 - 800y = 0.

Resolvendo o sistema encontramos x = 3 e y = 4. Então (3 , 4) é um ponto crítico.

Usando o teorema do teste da derivada segunda, segue que:

D = (2P/x2)(2P/y2) - (2P/yx )2 = (-400)(-800) - 02 = 320000.

Como D é positivo e 2P/x2 é negativo, então P tem um valor máximo relativo em (3 , 4).

Como x e y estão no intervalo ]0,+¥[, observe que P é um número negativo quando x e y estão próximos de zero ou próximos do infinito, então o valor máximo relativo de P é um valor máximo absoluto.

Assim, o valor de z no ponto (3 , 4) é f(3,4) = 3 + (20/2) - (9/8) - (16/4) - (9/8) = 3 + 10 - 4 -(9/4) = 27/4.

Logo, o lucro máximo é:

P = 1600 (27/4) - 400 (3) - 800 (4) = 10800 - 1200 - 3200 = 6400.

Concluindo: O lucro máximo é 6400 dólares.


Uma caixa retangular, sem tampa, deve ter 32m3 de volume. Quais devem ser suas dimensões, para que sua superfície total seja mínima?
Solução: Sejam x, y, z as arestas da caixa sem tampa (prisma quadrangular) , onde x, y e z estão no intervalo ]0,+¥[. Portanto, o valor mínimo absoluto da área de superfície S estará entre os valores mínimos relativos de S.

paralelepípedo

Calculamos as derivadas parciais de S e as igualamos a zero, pois queremos encontrar x, y e z que tornam S mínimo.

x = 4 , y = 4, z = 2

Usando o teorema do teste da derivada segunda para x = y = 4 e z = 2 , segue que:

D = (2S/x2)(2S/y2) - (2S/yx )2 = (128 / x3)(128 / y3) - 1 = (128/64)(128/64) - 1 = 4 - 1 = 3.

Como D é positivo e 2P/x2 é positivo, segue que S tem um valor mínimo relativo e portanto um valor mínimo absoluto quando x = y = 4 e z = 2.

Concluindo: para que sua superfície total seja mínima a caixa, com 32m3, tem que ter base quadrada de lado 4 m e uma profundidade (altura) que mede 2m.


Mostre que:
a) Se f (x) = sen x, a derivada é f'(x) = cos x.
b) Se f (x) = cos x, a derivada é f'(x) = -sen x.
c) Se f (x) = tg x, a derivada é f'(x) = sec2 x.

Solução: Pesquise em derivadas.


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