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(Adaptado de BOCHICCHIO, V. R. Atlas atual: geografia. São Paulo: Atual, 1999.)
Considere o Trópico de Capricórnio como o eixo das abscissas e o meridiano de 45° como o eixo das ordenadas. Neste sistema cartesiano, as coordenadas das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória são, respectivamente, (-3/2 , 0), (2 , 1/2), (3/2 , 4) e (5 , 7/2), todas medidas em centímetros.
a) Calcule, em quilômetros quadrados, a área do quadrilátero cujos vértices estão representados por estas quatro cidades, supondo que a escala do mapa é de 1:10.000.000.
b) Determine as coordenadas de uma cidade que fique equidistante das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Seja Det o determinante da matriz construída utilizando as coordenadas dos três pontos distintos. Se os pontos forem colineares, Det será igual a zero, o que não representa um triângulo. Se os pontos não forem colineares, Det será diferente de zero, o que representa um triângulo. Assim, a área deste triângulo será a metade do valor absoluto (módulo) do determinante Det.
Vamos calcular a área do triângulo de vértices A(-3/2 , 0), C(3/2 , 4) e D(5 , 7/2). Calculamos o determinante usando: -3/2 = -1,5; 3/2 = 1,5 e 7/2 = 3,5.
Como Det = -15,5, então, área deste triângulo é A1 = |-15,5| / 2 = 15,5 / 2 = 7,75 cm2.
Agora, vamos calcular a área do triângulo de vértices A(-3/2 , 0), B(2 , 1/2) e D(5 , 7/2). Calculando o determinante usando: -3/2 = -1,5; 1/2 = 0,5 e 7/2 = 3,5.
Como Det = 9, segue que, a área deste triângulo é A2 = |9| / 2 = 4,5 cm2.
Logo, a área do quadrilátero ABCD é a soma das áreas dos triângulos:
S = A1 + A2 = 7,75 + 4,5 = 12,25 cm2.
Na escala, temos a proporção: 1cm / 10.000.000 cm = 1 cm / 100.000 m = 1 cm / 100 km.
Por conseguinte, 1cm2 / (100 km)2 = 1 cm2 / 10000 km2 = 12,25 cm2 / x .
Então, a área procurada é x = 12,25 ×10.000 = 122.500 km2 .
b) Sendo P(x , y) a cidade em questão, temos as distâncias PA = PB = PC, ou seja, (PA)2 = (PB)2 = (PC)2.
Usando, o teorema de Pitágoras:
(PA)2 = (PC)2
(x + 3/2)2 + (y - 0)2 = (x - 3/2)2 + (y - 4)2
x2 + 3x + 9/4 + y2 = x2 - 3x + 9/4 + y2 - 8y + 16
6x + 8y = 16
3x + 8y = 8
(PA)2 = (PB)2
(x + 3/2)2 + (y - 0)2 = (x - 2)2 + (y - 1/2)2
x2 + 3x + 9/4 + y2 = x2 - 2x + 4 + y2 - y + 1/4
3x + 9/4 = -2x + 4 - y + 1/4
5x + y = 4 + 1/4 - 9/4 = 4 - 8/4 = 4 - 2
5x + y = 2
Resolvendo este sistema de equações usando o método da adição:

A cidade P procurada tem coordenadas (0 , 2).
(A) -5 (B) -1 (C) -3 (D) -4 (E) - 2
Solução: É possível mostrar usando semelhança de triângulos que o alinhamento de três pontos pode ser determinado aplicando o cálculo do determinante de uma matriz quadrada de ordem 3. Ao calcular o determinante da matriz construída utilizando as coordenadas dos pontos em questão e encontrando valor igual a zero, podemos afirmar que os três pontos são colineares (estão alinhados em uma mesma reta).

Usando a regra de Sarrus, temos:

O determinante calculado resulta na equação: x + 48 - 5 - 3 + 5x - 16 = 6x + 24 = 0
x = -24 / 4 = -4
Portanto, os pontos A, B e C estão alinhados se x = -4 (alternativa D).
(MAPOFEI) Determine a interseção das retas x + 2y = 3 e 2x + 3y = 5.
Solução: O ponto de interseção das retas é a solução do sistema formado pelas duas equações.
Multiplicando a primeira equação por -2 e depois usando o método da adição, resolvemos o sistema:

Concluimos que a interseção é o ponto de coordenadas (1 , 1).
| (MACK) A equação da reta r
é:
(A) y + 2x - 2 = 0 (B) y - x - 2 = 0 (C) y + 2x + 2 = 0 (D) y - 2x - 2 = 0 (E) y - 2x + 2 = 0 |
![]() |

Assim, a equação da reta procurada está na alternativa C) y + 2x + 2 = 0.
Podemos resolver este problema de outra maneira, pois se trata de questão
de múltipla escolha. A reta tem coeficiente linear igual a -2 e tem
raiz igual a -1.
Das cinco alternativas, a única equação
que tem y = 0 quando x = -1 e tem x = 0 quando y = -2 é a
equação C) y + 2x + 2 = 0.
| (A) (-9,00 ; 0,50) | (B) (2,90 ; 4,00) | (C) (0 ; 0) | (D) (2,50 ; 5,00) |

b) A representação gráfica dos pontos (x ; y) que satisfazem a equação (x/4) + (y/9) = 1 (equação segmentária) é uma reta, de equação geral 9x + 4y - 36 = 0, que passa pelos pontos (4 ; 0) e (0 ; 9). A reta divide o plano cartesiano dando origem a dois semiplanos representados pelas inequações (x/4) + (y/9) £ 1 e (x/4) + (y/9) ³ 1. Assim, a representação gráfica dos pontos (x ; y) que satisfazem a inequação (x/4) + (y/9) £ 1 é o semiplano com origem na reta e que contém o ponto (0 ; 0).
c) O gráfico da função modular pode ser obtido de duas formas: por simetria em relação ao eixo dos x; ou a partir da definição de módulo.
Para representar y = |x - 2|, usando simetria, primeiro traçamos o gráfico da reta de equação y = x - 2, que passa pelos pontos (2 ; 0) e (0 ; -2). Como o módulo de um número é sempre positivo, os pontos abaixo do eixo dos x , onde y é negativo, não pertencem ao gráfico de y = |x - 2|. Tomamos, então, pontos simétricos em relação ao eixo dos x ou, em outras palavras, "rebatemos" o gráfico para cima.
d) A equação do segundo grau Ax² + By² + Cxy + Dx + Ey + F = 0 , dependendo dos valores de A, B, C, D, E, F, pode representar vários tipos de curvas: parábola, circunferência, elipse, reunião de duas retas, hipérbole, ponto ou conjunto vazio. Na equação x² - 3x + 2 = 0 , por exemplo, temos B = C = E = 0.
Usando a "fórmula de Baskara", ou a fatoração x² - 3x + 2 = (x - 2)(x - 1) = 0 , encontramos x = 1 ou x = 2.

Assim, para todo y real, o lugar geométrico dos pontos (x , y) que satisfazem a equação x² - 3x + 2 = 0 é a união das retas, x = 1 ou x = 2 (duas retas paralelas ao eixo dos y).